quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Lembro-me tão bem...

Lembro-me... tão bem...
De entrar em pijama , numa sala de aula na escola onde a minha Mãe era professora;
De ter caído com o triciclo nas escadas da casa da Torre , e ter ficado num oito;
De ter acompanhado o meu irmão, de mão dada, no seu primeiro dia de escola primária;
Da televisão a preto e branco,  e da maneira peculiar como o meu irmão a ligava;
Das subidas e descidas de bicicleta do caminho para casa da avó, na estrada;
Das vindimas na Palorca , e da travessia acidentada do rio Douro, com o barco carregado de cestos vindimos;
De jogar à bola em plena estrada nacional;
De estar à janela em casa da avózinha ao final da tarde, à espera do regresso do Papá

Lembro-me...tão bem....

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Horas

Sempre acordava a horas.
O que o levaria a ser sempre pontual, na hora de acordar?
Religiosamente às 06 h 45 m.
Que horário, esse.
Que vida se encarregava esse horário de alavancar?
Não recordo, uma única vez que seja, ter ocorrido atraso, por brevíssimo que fosse.
Sempre às 06 h 45m.
Religiosamente.
E depois, durante todos os demais minutos do dia, ninguém por ele dava.

O despertador do vizinho está vivo.

sábado, 18 de novembro de 2017

As Palavras

As palavras somos nós.
Mostram quem somos e muitas vezes quem não somos.
Estão para os outros como o nosso complemento
e quando assim é, as palavras são alento.
Derrubam e muitas vezes ajudam.
As palavras somos nós.
As palavras quando fracas não deixam marcas.
Mas as palavras quando fortes, como o aço, constroem e dão um abraço.
Um abraço de palavras.


novembro de 2017

antónio



quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Ausente

Foi um encontro ausente.
Havia gente.
Havia muita gente.
E de repente, foi um encontro de gente ausente.
Durou o tempo da vontade,  e mais não durou porque a vontade se ausentou.
Refugiou-se a vontade na força do caráter , e não abriu caminhos para serem percorridos.
Havia gente.
Havia muita gente.
Foi um encontro........ .

Lisboa, 8 de novembro de 2017

quinta-feira, 30 de abril de 2015














Cinquenta e também com Sonhos

50 Sorrisos e tantas horas densas;
50 Vitórias e algumas grandes derrotas;
50 Abraços sempre a crescer;
50 Amigos e os mais que tenho e vou querer.
50 Alegrias e tantas, tantas complicações;
50 Palavras e o texto sempre inacabado;
50 Emoções (constantes) em todas as ocasiões;
50 Vidas que não podem ser um Fado.
50 Lágrimas e tantos atropelos de Alma;
50 Anos de Filho, 50 Anos de Mimo;
50 Anos de Irmão e os mais que aí virão;
50 Anos de cor e muitos, muitos de Amor.
50 Poemas em homenagem às letras;
50 Ensaios sobre como viver a vida;
50 Repetições de uma já vida de emoções;
50 e muitos, muitos mais,  em agradecimento aos meus Pais;
50 Sonhos de uma vida plena deles;
50 de brincadeira que se arrastam pela vida inteira.
50 de quase  Nada ou de quase Tudo ;
Estes meus 50, são o meu Mundo.

António, Lisboa, 15 de março de 2015

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Encruzilhada


Parado na encruzilhada.
O caminho a seguir é...aquele que sendo o mais difícil e exigente,  mostra ser  seguramente o mais recompensador .
O meu caminho.